quarta-feira, 21 de junho de 2023

ACADEMIA AMAPAENSE DE LETRAS - 70 ANOS CONSTRUINDO SABERES

 



                A Academia Amapaense de Letras, que completa hoje 70 anos, é uma Instituição fundada em Macapá, em 21 de junho de 1953, por cidadãos  que chegaram ao Amapá após a implantação do então Território Federal (1943), que se reuniram, estimulados  pelo governador Janary Gentil Nunes. Foram  12 membros, os fundadores, sendo sete efetivos e cinco honorários.

 

            DISCURSO DE JANARY NUNES

             Senhor presidente, senhores membros, excelentíssimas senhoras, senhores...  

            O Amapá é uma ideia em marcha para o porvir, é um sonho que se realiza a cada instante. Debruçado entre o Oiapoque e o Jarí no maciço guiano, cuja idade é da formação da terra, contempla na direção do nascente a imensidão do oceano e ao sul do gigantesco Amazonas, que liga os Andes ao mar vislumbrando seu destino universal. A história da incorporação de seu solo à pátria, é o mais inteligente e o ro escrito pela diplomacia luso-brasileira na fixação das nossas fronteiras.

            O Amapá merece assim uma academia, cujos membros sejam os garimpeiros de suas pedras preciosas ainda por descobrir, nesse cascalho rico que é o seu passado, nossa mina que é a sua natureza. Surpreende-nos entretanto, senhores acadêmicos, a honra demasiada que nos concedem, escolhendo-nos membros honorários de vossa sociedade. Não encontramos frases apropriadas para exprimir nossa gratidão a esse gesto que nos cativa eternamente.

            Desejamos que a Academia Amapaense de Letras, constituída de homens de cultura, acompanhe, participe e oriente a caminhada que o vosso povo vai trilhar. Os acadêmicos têm sido alvo de críticas nem sempre justas e serenas. Acusam-nos de esterilidade, de limitação à rebeldia criadora, de cenáculo vaidoso onde se esfria a chama sagrada da beleza.

            Mas tantas já foram as graças de Deus derramadas sobre esta terra, que as nossas esperanças se animam e dão-nos a certeza de que a Academia Amapaense de Letras formará um ambiente propício aos altos remígios do Espírito. O Amapá é um convite irresistível aos que possuem sensibilidade e aptidão para traduzir em palavras o que sentem.

            Antes da criação do Território, Aurélio Buarque escreveu interessante ensaio intitulado AMAPÁ. Alfredo Távora Gonçalves levou-nos o VERDADEIRO ELDORADO. Mário da Veiga Cabral nas edições de sua COROGRAFIA BRASILEIRA, divulgou episódios da formação da fronteira setentrional. Arthur Vianna fez a HISTÓRIAS DAS FORTIFICAÇÕES CONSTRUÍDAS PELOS PORTUGUESES. Palma Muniz, através dos ANAIS DA BIBLIOTECA E ARQUIVO PÚBLICO DO PARÁ, deu-nos a HISTÓRIA DOS MUNICÍPIOS DE MACAPÁ, MAZAGÃO E MONTENEGRO. Jorge Hurley mostrou a participação de Macapá e Mazagão na Cabanagem. Emílio Goeldi situou as cerâmicas do Cunani e do Maracá. O general Rondon imprimiu RODOVIA MACAPÁ/CLEVELÃNDIA. Alexandre Vaz Tavares e Acelino de Leão cantaram as belezas de seu torrão natal. Pedro de Moura e Josalfredo Borges divulgaram elementos básicos de nossa geologia. Dois cientistas franceses publicaram volumosos ENSAIOS SOBRE A GUIANA BRASILEIRA. Henry Coudreau com LA FRANCE EQUINOCIALE e Brousseau com LES RICHESSES DE LA GUYANE FRANÇAISE.

            Macapá teve um jornal impresso: PINSONIA. Eis a obra em resumo de algumas famosas personalidades amapaenses ou que passaram por aqui deixando sua marca intelectual.

            Aguardam divulgação os estudos de Álvaro da Cunha, Alceu Magnani e Lucio de Castro Soares. Ainda não foram descritas como merecem, no seu heroísmo anônimo a existência do balateiro, esses caboclos indômitos que munidos de um pouco de sal, jabá e farinha, embrenham-se na mata, somem e desaparecem na floresta para voltarem meses após, maltrapilhos e doentes.  Eis senhores acadêmicos, alguns temas que pedem livros e mais livros. A cultura de um povo só se conquista acumulando experiências, somando conhecimentos, multiplicando pesquisas. Alcançaremos a meta que aspiramos.

Pioneiros da segunda metade do século XX, lutemos para fazer do Amapá, desta terra generosa e deste povo amigo, um conjunto amigo e feliz, onde não falte a crença que constrói nem a beleza e nem o amor.

Transcrito do jornal “O Amapá”, de 6 de julho de 1953.

 

MEMBROS FUNDADORES EFETIVOS 

Amilcar da Silva Pereira (tesoureiro); Benedito Alves Cardoso (presidente), Célio Rodrigues Cal;Gabriel de Almeida Café (secretário);  Heitor de Azevedo Picanço (bibliotecário); Jarbas Amorim Cavalcante; João Elias Nazaré Cardoso; Lício Mariolino Solheiro; Nelson Geraldo Safiatti; Mário Medeiros Barbosa; Oton Acciolli Ramos; Uriel Salles de Araújo. 

MEMBROS FUNDADORES HONORÁRIOS 

            Altino Pimenta; Coaracy Gentil Monteiro Nunes; Diniz Henrique Botelho; Hildemar Pimentel Maia; Janary Gentil Nunes. 

            Foi aprovado um Estatuto  e os nomes dos Patronos das cadeiras que, inicialmente, foram:

                                     PATRONOS 

            Acylino de Leão Rodrigues; Alexandre Vaz Tavares; Antonio Gonçalves Tocantins; Benedito Cardoso; Coaracy Gentil Monteiro Nunes; Cora de Carvalho; Desidério Antônio Coelho; Deusolina Salles Farias; Domingos Maltez; Emílio Goeldi; Francisco Torquato de Araújo; Francisco Xavier da Veiga Cabral; Francisco Xavier de Mendonça Furtado; Gabriel de Almeida Café; Georgenor Franco; Hildemar Pimentel Maia; Janary Gentil Nunes; Jarbas Amorim Cavalcante; João Álvares de Azevedo Costa; João Franklyn Távora; Joaquim Caetano da Silva; Joaquim Francisco de Mendonça Júnior; Joaquim Gomes Diniz; Jovino Albuquerque Dinoá; Júlio Maria de Lombaerde; Lício Mariolino Solheiro; Manoel Valente Flexa; Mateus Valente do Couto; Oscar Santos; Oton Acioli Ramos; Paul Ledoux; Paulo Eleutério Filho; Pauxy Gentil Nunes; Raimundo Álvares da Costa; Reinaldo Maurício Golbert Damasceno; Rocque de Souza Pennafort; Uriel Salles de Araújo; Vicente Portugal; Waldemiro Oliveira Gomes e Walkiria Lima. 

            Do período de fundação até o final de 1980, a entidade ficou  desativada por muitos anos, por vários motivos como: viagens de seus  integrantes, morte de alguns, e o pouco número  de autores em atividades, o que só começou  a mudar  nos anos 1990. 

            Em 31 de agosto de 1988, um grupo de  intelectuais reuniu-se visando reativar a Academia, com a entrada de novos integrantes: Antonio Cabral de Castro; Dagoberto Damassceno Costa; Estácio Vidal Picanço; Fernando Pimentel Canto; Georgenor de Souza Franco; Manoel Bispo Correa; Mário Quirino da Silva, e Nilson Montoril de Araújo. Dessa reunião, ficou composta uma diretoria provisória, cujos integrantes foram:

            Presidente: Nilson Montoril de Araújo; Vice-presidente: Dom Luiz Soares Vieira; Secretária: Aracy Miranda de Mont’Alverne; Tesoureiro: Antonio Carlos da Silva Farias; Diretor de Biblioteca e Arquivos: Dagoberto Damasceno Costa; Comissão de Contas: Antonio Cabral de Castro, Antonio Munhoz Lopes e Paulo Fernando Batista Guerra. Essa diretoria teve seu registro no Cartório Jucá, no livro A-5, Fls 160, nº 0558, em 23 de novembro de 1989, juntamente com o Estatuto vigente.

            Apesar do esforço do professor Nilson Montoril, a Academia continuou praticamente sem atividades pelos mesmos motivos da formação original. 

            Em 2017 alguns escritores incentivaram Nilson Montoril, e mais uma vez a Academia Amapaense de Letras teve seus membros remanescentes de 1989 e novos membros para  formar uma nova Diretoria, e mais uma vez concretizar os desafios de uma entidade literária atuante e com visibilidade no cenário cultural do Estado do Amapá. Essa diretoria ficou assim constituída:

            Presidente: Nilson Montoril de Araújo; Vice-Presidente: Manoel Bispo Correa; Secretário: Fernando Pimentel Canto; Tesoureiro: Antonio Carlos Farias; Diretor de Biblioteca e Arquivo: Luiz Alberto  Costa Guedes.

            Foram realizadas várias reuniões e lançado um edital, e 12 novos membros foram eleitos e posteriormente empossados, possibilitando a realização de novas  reuniões e até eventos de comemoração do aniversário da Academia, passando as reuniões a acontecerem na Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda. A diretoria e  os novos integrantes, liderados pelo presidente Nilson Montoril, traçaram vários planos  de ação para dar continuidade aos trabalhos de 2022. Um novo Edital possibilitou, pela primeira vez, que a  Academia completasse as suas quarenta cadeiras e planejasse  voos mais altos pela cultura do Amapá.

 

2023: DIRETORIA ATUAL:

Presidente:  Fernando Canto

Vice-Presidente: Paulo Guerra;

Secretário: Paulo Tarso Barros

Tesoureiro: Benedito Rostan Martins


IMORTAIS DA ACADEMIA – POR CADEIRA 

CADEIRA

MEMBRO / PATRONO (A)

1

Gilberto de Paula Pinheiro - Acylino de Leão Rodrigues

2

Adaury Salles Farias - Raimundo Álvares da Costa

3

Ricardo Augusto dos Santos Pontes – Benedito Alves Cardoso

4

Fernando Pimentel Canto - Coaracy Gentil Monteiro Nunes

5

Maria Ângela da Costa Nunes – Cora Rolla de Carvalho

6

Tiago de Oliveira  Quingosta de Souz – Desidério Antonio Coelho

7

Benedito Rostan Martins - Deusolina Salles Farias

8

Luiz Soares Vieira – Cônego Domingos Maltez

9

Antônio Cabral de Castro. - Emílio Goeldi

10

(Vaga) + Nilson Montoril de Araújo – Francisco Torquato de Araújo

11

Ivan Carlo Andrade de Oliveira - Gabriel de Almeida Café

12

Georgenor de Souza Franco Filho -  Georgenor de Souza Franco

13

Jackson Correa da Silva - Antonio Manuel Gonçalves Tocantins

14

Piedade Lino Videira – Hildemar Pimentel Maia

15

Fernando Rodrigues dos Santos - Janary Gentil Nunes

16

Paulo Fernandes Batista Guerra- Jarbas Amorim Cavalcante

17

Jadson Luiz Rabelo Porto - Joaquim Caetano da Silva

18

João Wilson Savino Carvalho – Joaquim Gomes Diniz

19

Maria José Araújo Souza – João Álvares de Azevedo Costa

20

César Bernardo de Souza - João Franklyn Távora

21

João do Nascimento Barbosa – Jovino Albuquerque Dinoá

22

Saulo Carneiro Ribeiro – Lício Mariolino Solheiro

23

Luiz Alberto Costa Guedes – Manuel Valente Flexa

24

Ruben Bemerguy – Francisco Xavier de Mendonça Furtado

25

Alcinéa Maria Cavalcante Costa - Joaquim Francisco de Mendonça Jr

26

Edgar de Paula Rodrigues - Oscar Santos (Mestre Oscar)

27

Oton Miranda de Alencar – Oton Accioly Ramos

28

Cléo Farias de Araújo -  Padre Júlio Maria de Lombaerd

29

Manoel Azevedo de Souza – Paulo Eleutério Cavalcante Albuquerque

30

Paulo Roberto da Conceição Matias de Souza – Pauxy Gentil Nunes

31

Paulo Tarso da Silva Barros – Paul Ledoux

32

Antônio Carlos da Silva Farias - Reinaldo Maurício Golbert Damasceno

33

Francisco Osvaldo Simões Filho - Rocque de Souza Pennafort

34

Mário Sérgio Soares Rabelo – Uriel Salles de Araújo

35

Cristóvão Tertuliano de Almeida Lins - Matheus Valente do Couto

36

Manoel Bispo Correa – Alexandre Vaz Tavares

37

Raquel Tourinho Braga – Francisco Xavier da Veiga Cabral

38

José Queiróz Pastana – Vicente Portugal Júnior

39

José Alberto Tostes – Waldemiro Oliveira Gomes

40

Carlos Nilson da Costa - Walkiria Ferreira Lima

 

IMORTAIS DA ACADEMIA – ORDEM ALFABÉTICA

 

CADEIRA

MEMBRO / PATRONO (A)

2

Adaury Salles Farias – Raimundo Álvares da Costa

25

Alcinéa Maria Cavalcante Costa – Joaquim Francisco de Mendonça Jr.

9

Antonio Cabral de Castro – Emílio Goeldi

32

Antonio Carlos da Silva Farias–Reinaldo Maurício Golbert Damasceno

7

Benedito Rostan Martins – Deusolina Salles Farias

40

Carlos Nilson da Costa – Walkiria Ferreira Lima

20

César Bernardo de Souza – João Franklyn Távora

28

Cléo Farias de Araújo – Padre Júlio Maria de Lombaerd

35

Cristóvão Tertuliano de Almeida Lins - Matheus Valente do Couto

26

Edgar Paula Rodrigues – Oscar Santos (Mestre Oscar)

4

Fernando Pimentel Canto – Coaracy Gentil Monteiro Nunes

15

Fernando Rodrigues dos Santos – Janary Gentil Nunes

33

Francisco Osvaldo Simões Filho – Roque de Souza Pennafort

12

Georgenor de Souza Franco Filho – Georgeor de Souza Franco

1

Gilberto de Paula Pinheiro – Acylino de Leão Rodrigues

11

Ivan Carlo Andrade de Oliveira – Gabriel de Almeida Café

13

Jackson Corrêa da Silva – Antonio Manoel Gonçalves Tocantins

17

Jadson Luiz Ribeiro Porto – Joaquim Caetano da Silva

21

João do Nascimento Barbosa – Jovino Albuquerque Dinoá

18

João Wilson Savino Carvalho – Joaquim Gomes Diniz

39

José Alberto Tostes – Waldemiro Oliveira Gomes

38

José Queiróz Pastana – Vicente Portugal Júnior

23

Luiz Alberto Costa Guedes – Manuel Valente Flexa

8

Luiz Soares Vieira (Dom) – Cônego Domingos Maltez

29

Manoel Azevedo de Souza–Paulo Eleuterio Cavalcante de Albuquerque

36

Manoel Bispo Correa – Alexandre Vaz Tavares

5

Maria Angela da Costa Nunes – Cora Rola de Carvalho

19

Maria José Araújo Souza – João Álvares de Azevedo Costa

34

Mauro Sérgio Soares Rabelo – Uriel Sales de Araújo

10

(VAGA) + Nilson Montoril de Araújo – Francisco Torquato de Araújo

27

Oton Miranda de Alencar – Oton Accioly Ramos

16

Paulo Fernando Batista Guerra – Jarbas Amorim Cavalcante

30

Paulo Roberto da Conceição Matias de Souza – Pauxy Gentil Nunes

31

Paulo Tarso Silva Barros – Paul Ledoux

14

Piedade Lino Videira – Hildemar Pimentel Maia

37

Raquel Tourinho Braga – Francisco Xavier da Veiga Cabral

3

Ricardo Augusto dos Santos Pontes – Benedito Alves Cardoso

24

Ruben Bemerguy – Francisco Xavier de Mendonça Furtado

22

Saulo Carneiro Ribeiro – Lício Mariolino Solheiro

6

Tiago de Oliveira Quingosta de Souza – Desidério Antonio Coelho




IRINEU DA GAMA PAES (1910 -1987)

 Se vivo, estaria completando, hoje (21), 113 anos.


    Militar (chegando ao posto de Tenente) e professor de Educação Fisica e Lingua Portuguesa, IRINEU DA GAMA PAES nasceu em Pedras de Fogo, Paraíba, em 21 de junho de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro, em 30 de setembro de 1987.

        Chegou ao Amapá em 1944 e ingressou no quadro de funcionários do ex-Território em 15 de julho, na função de Professor de Praticas Educativas, no Grupo Escolar Barão do Rio Branco.  Organizou a Associação dos Professores de Educação Fisica do Amapá, atuando depois na função de educador físico.

        Trabalhou nas escolas  Alexandre Vaz Tavares, Barão do Rio Branco, Colégio Amapaense, Ginásio de Macapá.

    Aposentou-se em 20 de julho de 1980, viajando para o Rio de Janeiro onde fixou residência,  mas não esqueceu o Amapá e, todos os anos era saudado no palanque oficial durantes os desfiles de 7 e 13 de setembro.

        Acometido de  pneumonia, faleceu no dia 30 de setembro de 1987,.


sábado, 14 de dezembro de 2019

BIODIVERSIDADE DO AMAPÁ - NOTAS HISTÓRICAS




A diversidade biológica, nada mais é que a variedade de genes, espécies e ecossistemas que fazem parte da biosfera. A biodiversidade pode ser medida pelo número total de espécies vivas nos ecossistemas terrestres e aquáticos, determinando que os ecologistas chamam de “a riqueza total do planeta”.

            O Estado do Amapá possui uma grande biodiversidade, até agora preservada, mas ameaçada aos poucos pelas mineradoras multinacionais.

            Em 4 de fevereiro de 2000, o jornal Correio Braziliense publica reportagem sobre o Amapá, abordando o novo modelo de desenvolvimento sustentável que o governador João Alberto Capiberibe tenta implantar no Amapá, e sobre a situação atual do Projeto Jarí, com o título “Nascimento da Florestania” (Ver em Amapá Registros Históricos).
           
            Em 21 de abril de 2000, A revista “Le Point”, da França, publica reportagem com o título “Amazonie, Le Miracle de Amapá”  (Amazônia, o Milagre do Amapá), assinada pelo jornalista Alex Gylden, falando sobre o desenvolvimento do Amapá seguindo um modelo de sustentabilidade. (Ver Amapá Registros Históricos)

            Em 4 de junho de 2000, o jornal Gazeta Mercantil publica notícia sobre a exploração racional do palmito que vem sendo processada no Amapá, obedecendo ao novo modelo de Governo, e os efeitos positivos para a floresta amapaense. (Ver em Amapá Registros Históricos).

            O jornal New York Times, de 17 de junho de 2000, publica reportagem assinada por Simon Romero, intitulada ‘Brasil tenta explorar os produtos da Amazônia’ sobre a Sustentabilidade do Amapá, (Ver em Amapá Registros Históricos)

            O jornal Le Figaro, da França, de 18 de junho de 2000, publica reportagem sobre o Amapá, intitulada “Ações do Governo do Amapá na exploração racional dos recursos da floresta sem destruí-la”. (Ver em Amapá Registros Históricos).

            O jornal “Folha de São Paulo”, de 20 de junho de 2000, publica reportagem de Virgilio Vianna, intitulada “Os Caminhos para Nossas Florestas”, dando destaque à prática do manejo florestal e industrialização racional de produtos florestais do Amapá. (Ver Amapá Registros Históricos) 
        
            Em 3 de julho de 1997, a  Prefeitura de Santana solicita à Icomi informações sobre a viabilidade desta empresa conceder rejeitos de manganês na quantidade de 4.006 metros cúbicos, para utilizar em asfaltamentos de vias públicas: o ofício nº 076/97 Semosp PMS.



14 de julho de 1997 -  A Icomi, em resposta ao ofício da Prefeitura de Santana (ver 3 de julho) solicitando aquisição de rejeito de manganês para utilizar em asfaltamentos de vias públicas, informa que está com o material à disposição ao preço de R$ 15,00 por metro cúbico (Carta CRDGL 007/97). Ver 18 de dezembro de 1997.

            10 de dezembro de 1997 -  Pela lei nº 388/97, o Governo do Estado cria a Lei de Biodiversidade, estabelecendo a competência do Poder Executivo de preservar a diversidade, a integridade e a utilização sustentável dos recursos genéticos localizados no Estado e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.

18 de dezembro de 1997– O cidadão Robério Aleixo Nobre encaminha denúncia à Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente),  de que a Prefeitura de Santana está aterrando ressacas com rejeitos de manganês. Nesse período, a Sema também recebe denúncia anônima de que estudos contratados pela Icomi detectaram contaminação por arsênio em lençóis freáticos da área industrial de Santana. Ver 19 de dezembro de 1997.

19 de dezembro de 1997– A Sema notifica o prefeito de Santana, Judas Tadeu Medeiros, para comparecer no dia 22 para tratar da denúincia, feita por Robério Aleixo (Ver 18 de dezembro de 1997), de que a prefeitura estaria aterrando ressacas com rejeito de manganês. Ver 22 de dezembro.

22 de dezembro de 1997– O prefeito de Santana, Judas Tadeu, comparece à Sema para apuração de denúncia sobre aterro de ressacas com rejeito de manganês, e é orientado a não utilizar o rejeito do manganês. Ver 29 de dezembro

29 de dezembro 1997– A Sema notifica a Icomi para comparecer na Secretaria no dia 30, para tratar de assuntos relacionados a doações de manganês e renovação de sua licença de operação. Nessa notificação a Sema proíbe peremptoriamente as doações de manganês pela empresa. Ver 30 de dezembro

            30 de dezembro de 1997 – A Icomi comparece a uma audiência marcada pela Sema, e é orientada a não usar os rejeitos  de manganês, e é solicitado ao secretário de Meio Ambiente análises de solos e água para avaliação do material. Ver 20 de janeiro de 1998.

            20 de janeiro de 1998 – A Sema exige da Icomi, no prazo de 30 dias, as características físico-químicas, interação com o meio ambiente, riscos e problemas à saúde, quantidades existente e doada do manganês existente em Sanmtana (Ofício nº 021/GAB/Sema). Ver 20 de fevereiro de 1998.

            20 de fevereiro de 1998 – Em solicitação ao ofício nº 021, da Sema, a Icomi envia um relatório parcial elaborado pela JAAKKO POYRE ENGENHARIA, como uma primeira tentativa de atender a exigências da Sema. Ver 30 de março de 1998.





            30 de março de 1998  A Icomi envia à Sema, através de carta, um aditamento ao relatório parcial, chamado Estudo 12940-EJPE-1800, que acusa ter recebido no dia 25 de março de 1988. Nessa carta, a Icomi admite a necessidade de manter sustada a doação do material à Prefeitura de Santana, pois a destinação dada foi diversa da solicitada, e que já existem elementos que indicam a pertinência desta decisão. Ver 20 de maio de 1998.

            maio de 1998 -  É criado o Batalhão de Polícia Ambiental, para fiscalizar o meio ambiente.

20 de maio de 1998  A Icomi envia à Sema uma longa carta relatando resumidamente diversos aspectos inerentes à área industrial de Santana. Nessa carta, a Icomi relata a instalação, na década de 70, de uma usina pioneira na produção de pelotas de manganês, desativada após 10 anos de operação e que também instalou na área industrial um forno elétrico para produção de ferro ligas e uma unidade de sinterização. Ainda nessa carta a Icomi informa como se deu o processo de desapropriação privada desta área industrial-portuária e da sua venda à Champion, compradora da AMCEL, ocorrida no dia 20 de novembro de 1996. Relata que, apesar das venda, a Icomi ficou como comodatária por um tempo de 5 anos para atingir vários objetivos contratuais. O terceiro desses objetivos seria o de realizar uma auditoria ambiental para determinar a contaminação de solo e lençol freático e a solução dos possíveis problemas.

Para realizar a auditoria Ambiental a Icomi contratou a JAAKKO POYRY ENGENHARIA Ltda que trabalhou durante o ano de 1997 e primeiro quadrimestre de 1998, identificando teores anômalos de manganês, ferro, arsênio e orgânicos, nas análises químicas de amostras de águas subterrâneas da área industrial de Santana.

A Icomi explica também que o Arsênio é resultante dos rejeitos dos processos de pelotização e sinterização existentes na bacia de rejeitos finos e entorno ocorridos até 1997. Ver 21 de maio de 1998.

            4 de julho de 1998  No período de 4 a 5, é realizado no Teatro das Bacabeiras o Encontro Internacional de Direito Ambiental na Amazônia, reunindo mais de mil e quinhentos participantes de sete países: Angola, Argentina, Brasil, Espanha, Estados Unidos, França e Portugal.

domingo, 8 de dezembro de 2019

CONHEÇA UM POUCO DA HISTÓRIA DA BASE AÉREA DE AMAPÁ






A Base Aérea de Amapá atualmente é um Distrito pertencente ao municipio de Amapá, localizado entre um pequeno porto fluvial chamado Cajuriro, no rio Amapá Grande (leste); o rio da Rasa (norte) e a fazenda Santa Bárbara (a oeste). Situa-se a 15 quilômetros da cidade de Amapá, constituindo-se em uma das mais importantes localidades do municipio, em razão de abrigar o aeroporto da cidade, pertencente em 1945 à Base Aérea, local este construído por norte-americanos para abastecer aviões que iriam para combater as tropas do eixo, na Segunda Guerra Mundial. Altitude: 13 metros. Fuso horário: segundo do Brasil.

Tamanho da pista: 3 mil metros. Primeira nave a pousar na Base Aérea: Fortaleza B-29, com a pista ainda não pavimentada, carregando toneladas de bombas para serem armazenadas no paiol da Base Aérea.


 HISTÓRICO

Os trabalhos de construção da Base Aerea de Amapá tiveram inicio em 1941, em obediência ao decreto federal 3462, de 25 de julho de 1941, autorizando a realização de operações de guerra em solo brasileiro, e ao mesmo tempo autorizando a Panair do Brasil, na época uma subsidiária da Pan American Airways, para iniciar as obras necessárias à construção de campos de aviação no Norte e Nordeste do Brasil, e com a finalidade de permitir a utilização de aeronaves de grande porte mediante as condições impostas pelo governo norte-americano.

Baseada no artigo I desse decreto, a Panair do Brasil construiu e aparelhou o Aeroporto de Amapá. O governo norte-americano tinha também deves específicos, tais como: Realizar benfeitorias no aeroporto da base, ampliando-o para além de mil metros.; b) preparar piso de modo a suportar a compressão de grandes aeronaves, farol rotativo, luzes para assinalar os limites dos aeroportos, holofotes para iluminar as pistas, e usinas de emergencias para energia elétrica.



            Todos os projetos realizados na Base foram submetidos ao governo brasileiro. Entre esses constavam plantas, orçamentos e especificações técnicas. Por sua vez, o Ministério da Aeronáutica construiu os edifícios para aquartelamento dos contingentes da Força Aérea Brasileira que passaram a operar nas bases de Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Também foi de alçada da Aeronáutica a construção de residências para alojar o pessoal militar não só da FAB, como também da força aérea norte-americana.

            A desapropriação de terrenos e imóveis na área da Base Aérea, incluindo benfeitorias, foi respaldada pelos decretos nº 14.431, de 31 de dezembro de 1943. Entre vários colonos, quem mais perdeu terras foi Assad Antonio Sfair, que teve desapropriada uma área de 6,09 milhões de m2 “para fins de utilidade publica”.



            Entre outros feitos, foram guarnições da marinha norte-americana que destruíram, na costa do Amapá, vários submarinos alemães, entre eles o U-590 (em 9 de julho de 1943) e o U-662 (21 de julho). O U-590 foi comandado pelo 1º tenente Werner Kruel, que antes já havia torpedeado um submarino americano no dia 4 de julho, perto de Belém.

            Quanto ao U-662, este foi destruído no momento em que a aproximação do comboio T-F 2, que já havia perdido a posição de lançamento no dia 19. Assim, perseguindo vários mercantes brasileiros, foi avistado por um avião do Exército americano, no exato momento em que mergulhava. Dado o alarme, saiu o avião AP-94, da Base Aérea de Amapá, trocando tiros com o U-662. Aparece o avião americano PYB e, juntos, destroem o submarino que estava a cem milhas do local.

            Em 13 de outubro de 1951 têm inicio as obras da rodovia que liga a Base Aérea de Amapá ao município de Calçoene, pela Construtora Carmo Ltda, sob a supervisão do empreiteiro Walter do Carmo.



NOTAS ATUAIS

            A Base Aérea está situada a 9 quilômetros da cidade de Amapá, e constitui-se em uma das mais importantes localidades do município, devido na mesma estar localizado o aeroporto da cidade de Amapá. A população da Base Aérea atualmente é de 140 habitantes. A quase totalidade da mão-de-obra da Base Aérea encontra-se na atividade da agricultura. A agricultura é a base da economia local, destacando-se a cultura da mandioca, para o preparo exclusivamente da farinha. Podem-se citar ainda alguns cultivos em pequena escola, como milho, batata roxa, abacaxi e banana.

O estado físico do prédio destinado à educação da população da Base Aérea é excelente, possuindo duas salas de aula, dois quartos para professor, uma cozinha, um banheiro com sanitária, uma sala para funcionar a secretaria da escola, um depósito e uma área de estar pertencente à dependência do professor. O material permanente existente, é insuficiente, porém, para atender o bom funcionamento da escola. Existe atualmente em média 30 alunos estudando de 1ª à quarta séries. A merenda escolar é distribuída regularmente pelo Governo do Estado. A localidade possui um posto médico com instalações físicas regulares.O material permanente existente é bastante precário. O fornecimento de medicamentos é irregular. Existe uma pessoa com treinamento básico em primeiros socorros para tender às pessoas que procuram o serviço de saúde.

O sistema de transporte regular da Base Aérea é o mesmo utilizado pela sede municipal, devido as empresas de ônibus que servem o município, que se deslocam para Calçoene e Oiapoque, utilizarem o ramal aonde está localizada a referida comunidade, que liga a sede do município com a BR-156. Ainda existe transporte mantido pela prefeitura, para transportar alunos que residem na Base Aérea, e que estudam na cidade de Amapá. O sistema habitacional da Base Aérea está localizado na quase totalidade dentro da área pertencente ao Ministério da Aeronáutica. As habitações são compostas de palafitas e edificações em alvenaria do referido ministério.
A instalação do sistema de abastecimento de água da Base Aérea é em média 25% das habitações, que se utilizam de poços tipo amazônicos. Vale ressaltar que 95% das habitações possui energia elétrica originária da cidade de Amapá.