quarta-feira, 2 de agosto de 2023

CHEFE HUMBERTO: PECUARISTA E POLÍTICO



MEMÓRIA POLÍTICA

CHEFE HUMBERTO (1922-1997)

        Em 2 de agosto de 1922, na cidade de Bragança, Estado do Pará, nascia Humberto Álvaro Dias Santos, carinhosamente conhecido como Chefe Humberto. Além de líder escoteiro, ele foi pecuarista e político, chegando à presidência da Câmara de Vereadores de Macapá. Ele morreu aos 75 anos, em Macapá, aos 2 de setembro de 1997.


       Seu nome completo era Humberto Álvaro Dias Santos. Nasceu em Bragança (Pará) em 2 de agosto de 1922, e faleceu em Macapá em 2 de setembro de 1997, filho de Álvaro de Oliveira Santos e Aurélia Dias Santos. O seu amor pelo escotismo já se configurava entre a infância e adolescência, na sua cidade natal. Desde cedo já praticava esportes, principalmente o futebol, sempre com a orientação de seu pai, grande desportista de Bragança, e pelos seus professores e chefes escoteiros. Quando completou 12 anos, a família transferiu-se para Belém, e ele se formou em guarda-livros (correspondente ao curso de Contabilidade, nível médio), na antiga Escola de Ciências e Letras de Belém. Seu primeiro emprego foi na Companhia das Docas do Pará, em Belém, como despachante. Teve contatos com o pessoal do Clube do Remo, e foi aceito como aspirante, passando também pelo Paysandu Esporte Clube.

        Em 1947 recebeu convite do presidente do Esporte Clube Macapá,
Acésio Guedes, para jogar em Macapá, e Humberto aceita o convite com a condição de conseguir um emprego, o que prontamente o governador do Território do Amapá, Janary Nunes, conseguiu pela Legião Brasileira de Assistência (LBA). O azulão da Avenida FAB estava em seu melhores momentos de glória, e com reforço do jovem atleta, ficou melhor ainda, ganhando vários campeonatos. Também ele foi um dos fundadores do Juventus Esporte Clube, reestruturou o São José (Sociedade Esportiva e Recreativa São José). Também foi um dos fundadores do Trem Desportivo Clube em 1947.

        Como escoteiro,
Chefe Humberto participou da fundação da Associação de Escoteiros Veiga Cabral. Apoiando os dirigentes Glicério Marques, Clodoaldo Nascimento e José Raimundo Barata, presidiu a solenidade de juramento à Bandeira, do primeiro grupo de escoteiros composto pelos então jovens Adélio Rodrigues, Altair Lemos, Edival Trindade, Eduardo Campos, Expedito Cunha Ferro (futuro 91), Lourenço Almeida, Lourival Fernandes, Luciano Pantoja, Mair Bemerguy, Pedro Monteiro, Raimundo Nonato Filho e Ubiracy Picanço. Com o apoio do Governo e dos chefes escoteiros, Humberto integrou a formação da primeira “Ala de Pioneiros”. Em 1953 juntou-se ao padre Vitório Galliani e Expedito Cunha Ferro para a fundação da Tropa São Jorge, com a participação de jovens do Oratório São Luiz, da Paróquia de São José (Casa dos Padres). Também participou da construção do Grupo de Escoteiros Veiga Cabral, que passou a ser denominado de Centro Cultural do Laguinho.

        Na Educação, Chefe Humberto coordenou a primeira Colônia de Férias para os alunos que tiraram as melhores notas no período escolar de 1946, de um total de 94 escolas, sob orientação dos chefes Clodoaldo Nascimento, “91”, Raimundo Barata, e orientação espiritual do padre Vitório Galliani. Também o primeiro campeonato estudantil de 1950, com a participação de escolas municipais, teve a coordenação do Chefe Humberto. Em 1947 participou na 
organização e documentação e fundação do Grupo de Escoteiros do Mar Marcilio Dias.

    Amante do Teatro encenou, no barracão dos padres e no Centro Cultural do Laguinho, com a participação da então jovem carnavalesca
Alice Gorda, peças teatrais como “Dona Baratinha”, “João e Maria”, “O Cordão do Papagaio”, “O Cordão do Urso”, “Boi Pai da Malhada”, “Cordão do Uirapuru”, “Cordão do Japim”, “Martim Pescador” e outras de cunho folclórico.

    Mas o Golpe Militar de 1964 colocou os chefes escoteiros, no Amapá, como ‘corruptores de menores’. Para não ser preso, chefe Humberto refugiouse no Colégio Diocesano, sob a proteção do bispo
d. Aristides Piróvano.

    Seu ingresso na política foi como candidato a vereador de Macapá, fazendo sua campanha junto ao eleitor jovem, recebendo muito apoio. Tomou posse no dia 1º de janeiro de 1970, tendo como companheiros,
Antonio Carlos Cavalcante, Laurindo dos Santos Banha, Lucimar Amoras Del Castillos, Orlando Alves Pinto, Paulo Uchoa, Pedro Petcov, Stephan Houat e Walter Banhos de Araujo. Seu trabalho no legislativo provocou uma serie de reeleições, permanecendo até 1988, somando-se 18 anos de trabalhos voltados às comunidades carentes distantes de Macapá, como o Bailique, e as regiões da Pedreira e do Pacuí.

    Casou-se com Gilberta Alves dos Santos. Aposentou-se pela LBA e, até sua morte, dividindo seu tempo entre Macapá e uma propriedade rural n Curralinho. Sua historia tem vários episódios, e uma grande frequência, tanto na vida esportiva, cultural, educacional, política... e humana, porque Chefe Humberto foi uma das grandes e extraordinárias figuras da vida amapaense, desde os períodos pioneiros do ex Território.

    

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