ZAIDE SOLEDADE 1934-2015).
Seu nome todo era Zaide Soledade dos Santos e Silva. Se estivesse viva, faria hoje (31) 90 anos.;
PERFIL: Zaide Soledade Santos e Silva, seu nome completo, foi uma paraense que adotou, desde cedo, Macapá como sua terra, e dedicou a nós toda a sua vida e seu coração, educando gerações. Ela nasceu em Óbidos-PA, em 31 de julho de 1934. Faleceu no dia 06 de agosto de 2015, com 81 anos.
Ao chegar pela primeira
vez em Macapá, aos 17 anos, em 1952, Zaide Soledade trouxe na bagagem a vontade
de ser alguém na vida, sem grandes pretensões, mas as necessidades do pequeno
território a levaram a trilhar outros caminhos que não estavam nos planos, e
ela se tornou uma das educadoras mais importantes do Amapá.
Trabalhou inicialmente na
Casa Leão do Norte, dos irmãos Zagury, o maior estabelecimento comercial da
época na cidade. Em 1958 ingressou na área da educação e cultura do Governo do
Território e nunca mais parou. Foi Diretora da Escola de Arte Cândido
Portinari, diretora do Departamento de Cultura da Prefeitura Municipal de
Macapá, Ex-coralista do Coral Oscar Santos, conselheira do Conselho Municipal
de Educação de Macapá, diretora do Teatro das Bacabeiras, conselheira do Conselho
Estadual de Cultura por duas vezes e membro da diretoria da Confraria Tucuju.
Zaide se revelou uma autêntica defensora da cultura de nosso Estado.
Sua vida sempre foi assim,
cheia de surpresas e oportunidades. Em 1958 inicia o magistério em Tartarugalzinho,
numa escola isolada e precária. “A escola era de madeira, coberta com cavaco,
tudo era muito pobre, mas foi ali que me apaixonei pela profissão e descobri do
que gostava de verdade, que é ensinar”, contou Zaide, para a jornalista
Mariléia Maciel, numa entrevista.
Em uma das viagens para
Macapá, onde recebia o salário, pago na época pelo Departamento Nacional de
Estradas e Rodagens, outra porta se abriu. Passava em frente à antiga
Radiofonia do Amapá, que funciona onde hoje é a Biblioteca Elcy Lacerda, e o
jornalista Hélio Penafort a chamou, estava no telefone com o governador Pauxi
Nunes, que ligava do Rio de Janeiro. “Ele me pediu o nome completo para ser
enquadrada no Governo Federal e, por telefone, me tornei funcionária efetiva da
União”, relembra.
E Zaide Soledade se
apaixonou tanto pela educação pública, que foi estudar, pra aprender e ensinar
melhor. Estudou Artes Dramáticas, Educação Física, Letras e Artes, entre outros
cursos, inclusive na área de saúde. Foi professora de grandes personalidades
atuais do Amapá, ajudando na formação e educação. Mas fora das salas de aula,
Zaide exerceu papel importante na sociedade amapaense, foi conselheira de
Educação e de Cultura, principal incentivadora para que a Guarda Municipal
fosse criada em Macapá, deu nome ao Teatro das Bacabeiras, e foi atriz na
primeira novela produzida no Amapá, Mãe do Rio, onde fez o papel de benzedeira.
Militou em favor de causas
que considerava justas, como na luta dos educadores. Foi presidente da antiga
Associação dos Professores do Amapá (APA), e integrou o Sindicato dos
Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap) e o Centro Folclórico
Amapaense.
Nota: O texto foi
elaborado com informações sobre a professora Zaide, que já tinham sido
publicadas antes pela jornalista Mariléia Maciel, por ocasião do aniversário da
mestra, em 31 de julho de 2015.

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